quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Sob pressão, Bolsonaro reconhece reajuste de 33,23% do magistério.


Sob pressão, Bolsonaro reconhece reajuste de 33,23% do magistério.

Pressionado por educadores de todo o país, o presidente Jair Bolsonaro (PL) redireciona a estratégia de seu governo e passa a afirmar que vai conceder reajuste a professores de 33,23%. A declaração foi realizada na noite desta quarta-feira (26/01)

Tradicionalmente, o Ministério da Educação confirma, anualmente, aumento salarial para a categoria e, neste ano, avaliava barrar o reajuste previsto pela Lei do Piso do magistério, mesmo após a publicação das portarias que apresentavam o crescimento do valor aluno, referencial também usado para recompor os salários dos profissionais do magistério de acordo com a Lei 11.738/2008.

“Eu vou seguir a lei. Governadores não querem o [reajuste de] 33%. Eu vou dar o máximo que a lei permite, que é próximo disso [33%], ok?”, disse Bolsonaro. O presidente havia sido questionado por uma apoiadora professora no cercadinho do Palácio da Alvorada.


A categoria vem se mobilizando fortemente. A Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) havia publicado uma série de notas e pareceres que confirmam a vigência e validade da Lei do Piso e diversas entidades representativas da classe preparavam judicializações.


Com base no critério da legislação atual, vigente desde 2008, com o reajuste de 2022, o piso passaria dos atuais R$ 2.886,24 para R$ 3.845,34.


Até a declaração atual do presidente, ele próprio e outros integrantes do governo estudavam a edição de uma medida provisória para alterar as regras e reduzir o percentual de aumento salarial. O MEC (Ministério da Educação) já havia exposto publicamente a discordância com as regras da Lei do Piso. Ouviam o clamor da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), que faz campanha descarada contra os direitos dos professores.


O último aumento do magistério foi em 2020 (houve queda do valor referência em 2021). Ao chegar ao piso atual, o incremento foi de 12,84%.

Além da reivindicação dos mais de dois milhões de docentes da educação básica pública, que estão ligados a estados e prefeituras, em 24 janeiro de 2022, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e outros colegiados da Casa soltaram uma nota condenando o posicionamento do MEC. Defendiam o “cumprimento integral do piso nacional consagrado em nossa legislação desde 2008”. Foi nesse momento que o Palácio do Planalto percebeu com clareza que havia uma disputa política em curso.

A Fetamce recomenda cautela e conclama o conjunto dos profissionais do magistério dos municípios do Ceará a intensificarem a cobrança pública, inclusive direcionando os esforços contra o Governo Bolsonaro. A Federação esclarece ainda que, embora seja positivo que haja, pela Lei, prefeitos já podem aplicar o reajuste dos educadores, tendo em vista a legaidade do percentual de 33,23.

Fonte:https://fetamce.org.br/sob-pressao-bolsonaro-reconhece-reajuste-de-3323-do-magisterio/

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Nota de repúdio.




Estamos passando para divulgar nossa nota de repúdio a respeito de uma fake news e o uso indevido da logomarca do nosso sindicato em uma postagem referente ao ano de 2020.


 

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Governo altera parâmetros do Fundeb e reduz investimento anual por aluno em 2020

 


O Ministério da Educação (MEC) alterou os parâmetros do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e reduziu o valor anual de investimento por aluno.

O valor foi de R$ 3.643,16 para R$ 3.349,56 para o ano de 2020, uma redução de 8%. Se divididos nos 12 meses do ano, o investimento por aluno equivale a R$ 279 por mês.

A portaria foi publicada em edição extra do "Diário Oficial" na noite de quinta-feira (26). Ela é assinada pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Queda de arrecadação

A alteração se baseia no desempenho das receitas do governo. O Fundeb é composto por contribuições dos estados, Distrito Federal e municípios, e por uma complementação da União sobre esses valores.

Com a queda na arrecadação de impostos durante a pandemia, devido à redução das atividades econômicas, o "bolo" do Fundeb também diminuiu e o governo federal não complementou o montante além dos 10% previstos na lei em vigor. A partir de 2021, a União passará a contribuir com uma porcentagem maior, de 12%, até atingir 26% em 2026.

No acumulado de janeiro a outubro, o Fundeb "perdeu" R$ 5,5 bilhões, uma redução de 3,9% se comparado ao mesmo período de 2019.

Hoje, o fundo representa 63% do investimento público em educação básica.

Para 2021 o Ministério da Educação deverá ter um corte de R$ 1,4 bilhão no orçamento.

A ideia do Fundeb é evitar a desigualdade e distribuir o dinheiro para garantir um valor mínimo por aluno, igual a todos os estados. Assim, estados mais pobres podem receber complementação da União e garantir que seus estudantes terão o mesmo ponto de partida e as mesmas condições básicas de aprendizagem se comparado a outros estados.

 Fonte:https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/11/27/governo-altera-parametros-do-fundeb-e-reduz-investimento-anual-por-aluno-em-2020.ghtml


Professores conquistam reajuste de 33,33% e técnicos administrativos de 10,33% e ACE e ACS conseguem piso nacional, seguido de suas referidas referências.

  Após intensas negociações com a Prefeitura de Horizonte, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SISPHO) conquistou a atualização ...